O prêmio entregue a Wanderlei Barbosa ontem (1º lugar nacional no Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal) – Brasília/DF) é não só simbólico, mas emblemático para o governador e o seu governo.
No ano passado, ele foi o 2º melhor desempenho no país – Estados e Distrito Federal - da 3ª edição do Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Melhorou para a 1ª posição este ano.
Significa que, apesar da política e dos equívocos pontuais, o governo é transparente nos números que elabora e publica. E consegue ainda cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Nem sempre foi assim. Especialmente em ano eleitoral.
Wanderlei Barbosa é o segundo governador do Estado que termina um segundo mandato no cargo com um candidato de sua base à sucessão nos 38 anos do Tocantins: Dorinha Seabra.
O primeiro foi Siqueira (1.994/1.998) que fez campanha cerrada para Marcelo Miranda (PFL) – seu sucessor - em 2002.
Diferente de Wanderlei, Siqueira usou de tudo que podia e não podia no último ano de governo para eleger Marcelo.
A atuação do Tribunal Regional Eleitoral (controlado pelo então governador) - tinha também o TCE nas mãos - foi um escândalo na campanha eleitoral.
Denúncias de uso do governo em benefício de Marcelo pipocavam todos os dias. E o TRE colocava as mão em cima. A oposição não ganhou uma denúncia de uso político do governo.
Dia 4 de julho(daqui a dez dias) encerra-se o prazo permitido a candidatos participarem de inaugurações.
A inércia de Wanderlei pode ser prejudicial a seus tributários. E provocar reação de aliados para que coloque a cabeça (e o governo) dentro da campanha.
Mas é seguramente um avanço civilizatório político. Tem possibilitado, até certo ponto, igualdade de condições maiores aos candidatos do que há duas décadas e meia.
Mirasse no retrovisor, poderia estar carregando Dorinha em toda a sua agenda governamental.
Pode não ser ação simplesmente voluntária e sim resultado de algum cálculo, mas o ganho político e administrativo é real.




