O prefeito Eduardo Siqueira tem fundamentação lógica para suspender o carnaval da fé. Com efeito, números obtidos por este Política e & Acessórios apontam para um rombo de mais de meio bilhão de reais nas contas da prefeitura da Capital.
O espantoso déficit (que contraria todo o desempenho fiscal dos sete anos de Cínthia Ribeiro) pode ser atribuído, em larga medida, a licenciosidades em ano eleitoral e ineficiência da Secretaria de Planejamento municipal.
Como apurou o blog, Eduardo Siqueira deve comunicar no início da semana o buraco ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público. Faz a sua parte, caso contrário a bomba estouraria nas suas contas.
Seriam cerca de R$ 300 milhões de restos a pagar e outros R$ 200 milhões de Despesas de Exercícios Anteriores.
E como isto teria se dado: o gênio do Planejamento municipal orientou a prefeita a cancelar todos os empenhos em setembro do ano passado. Por decreto. Cerca de 99% .
Obviamente o decreto não eliminaria a exigência de autorização da Câmara para alteração do orçamento e da execução orçamentária. E teria passado a reempenhar despesas e fazer novas.
Mas no último ano de administração gestores não podem fazer dívidas para o próximo prefeito sem deixar os recursos para pagamento. Dá improbidade pela LRF.
Técnicos da prefeitura vão passar este final de semana finalizando o relatório a ser entregue a TCE e MPE complementando a situação que já havia sido detectada na comissão de transição.
Como apurou o blog, a Prefeitura agora tenta entabular negociação dos fornecedores e prestadores de serviço (alguns com quatro meses de atraso)para parcelamento da dívida do Executivo entre 12 e 24 meses.
“O déficit vai ser maior”, disse neste sábado ao Política e Acessórios, um auxiliar do prefeito.


