O governo e a prefeitura da Capital administram circunstancialmente dificuldades para sustentar o sistema público de saúde.
No governo, a expectativa é, nesta sexta, que a Justiça derrube a decisão de um desembargador de suspender a licitação para contratação de cerca de 200 leitos de UTI adultas, pediátricas e de hemodiálise para os hospitais públicos do Estado.
A suspensão ocorreu esta semana a pouco mais de 15 dias da ASM (que já notificou que deixa os hospitais no final do mês) entregar a responsabilidade ao poder público.
De outro modo: não cancelada a decisão judicial monocrática, o governo terá que fazer aditivo num contrato que a própria empresa rompeu (e onde é acusada de irregularidades) ou contratar leitos emergenciais que elevaria o custo.
Como apurou o blog nesta sexta no Palácio Araguaia, o governo estaria decidido a contratar emergencialmente se o Tribunal não deliberar sobre a questão até o final do mês. Até lá, segue trabalhando como se a autorização para a licitação fosse dada.
Já na prefeitura, o Executivo metropolitano enfrenta a inadimplência dos fornecedores que não entregam os medicamentos adquiridos em licitação, apesar das inúmeras notificações.
Das 68 empresas contratadas em julho, apenas 21 entregaram o produto e, mesmo assim, de forma parcelada. Ainda que a prefeitura tenha contratado a entrega imediata de remédios para abastecer o sistema por seis meses.
Nesta sexta a prefeitura, como apurou o blog, encontra-se num dilema: tem a recomendação tácita do Ministério Público para contratar de emergência os medicamentos. Mas reluta e ainda estuda a Secretaria de Saúde em fazê-lo. Motivo óbvio: risco de enfrentar ações judiciais pelo expediente.


