Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Prefeitura e governo com igual dilema: contratar ou não contratar emergencialmente para não deixar população sem atendimento e medicamentos na saúde pública

15/09/2023 849 visualizações

O governo e a prefeitura da Capital administram circunstancialmente dificuldades para sustentar o sistema público de saúde.

No governo, a expectativa é, nesta sexta, que a Justiça derrube a decisão de um desembargador de suspender a licitação para contratação de cerca de 200 leitos de UTI adultas, pediátricas e de hemodiálise para os hospitais públicos do Estado.

A suspensão ocorreu esta semana a pouco mais de 15 dias da ASM (que já notificou que deixa os hospitais no final do mês) entregar a responsabilidade ao poder público.

De outro modo: não cancelada a decisão judicial monocrática, o governo terá que fazer aditivo num contrato que a própria empresa rompeu (e onde é acusada de irregularidades) ou contratar leitos emergenciais que elevaria o custo.

Como apurou o blog nesta sexta no Palácio Araguaia, o governo estaria decidido a contratar emergencialmente se o Tribunal não deliberar sobre a questão até o final do mês. Até lá, segue trabalhando como se a autorização para a licitação fosse dada.

Já na prefeitura, o Executivo metropolitano enfrenta a inadimplência dos fornecedores que não entregam os medicamentos adquiridos em licitação, apesar das inúmeras notificações.

Das 68 empresas contratadas em julho, apenas 21 entregaram o produto e, mesmo assim, de forma parcelada. Ainda que a prefeitura tenha contratado a entrega imediata de remédios para abastecer o sistema por seis meses.

Nesta sexta a prefeitura, como apurou o blog, encontra-se num dilema: tem a recomendação tácita do Ministério Público para contratar de emergência os medicamentos. Mas reluta e ainda estuda a Secretaria de Saúde em fazê-lo. Motivo óbvio: risco de enfrentar ações judiciais pelo expediente.

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