Na justificativa para o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021 protocolado pela Prefeitura de Palmas na Câmara de Vereadores, os números estabelecem conflito com o comportamento dos parlamentares este ano no enfrentamento político (e institucional) à prefeita.
Ali se nota que a Prefeitura de Palmas está entre as cinco capitais do país com o rating da Secretaria de Tesouro Nacional com nota A na capacidade de pagamento. O governo do Estado está na letra C.
A Prefeitura já teria gasto com investimentos (obras) na cidade (empenhado) até outubro o montante de R$ 115 milhões. Ou seja, faltando ainda dois meses, aplicou 8,8% do orçamento previsto para o ano: R$ 1,3 bilhão. E consumindo apenas 2% das receitas com o serviço da dívida.
Para efeito de comparação: o governo do Estado investiu em 2019 apenas 2,6% do orçamento previsto para o exercício (R$ 10,2 bilhões). E gastou com o serviço da dívida o equivalente a 4,9% das receitas correntes.
De outro modo: a prefeitura de Palmas investe três vezes mais que o governo e gasta metade do que o Executivo estadual consome, proporcionalmente, com o serviço da dívida.


