De doze contratos/convênios assinados pela Prefeitura da Capital de 2007 a 2018, apenas uma obra foi entregue à população. O dado dá idéia do desempenho do Executivo municipal para tirar do papel as benfeitorias que contratou com a Caixa e cujo montante contratado/conveniado se eleva a R$ 62 milhões.
Não é, por lógica, algo a ser celebrado. Pelo contrário: a administração, pelo indicador, tem perdido dinheiro numa época de recursos escassos e rigidez orçamentária. E isto se dá pela falta de contrapartidas ou pelo simples não início das obras, ainda que com recursos garantidos.
Os números foram levantados pelo Observatório Social da Palmas. Ali se registra que há cinco obras sem previsão de início.
A Unidade Pública de Acolhimento/ R$ 330 mil (prazo de validade de 31/12/2015 a 31/05/2021/ sem data para início), Modernização infraestrutura esportiva/R$ 410 mil (28/09/2017 a 31/05/2020/sem data para início), Unidade de Atenção especializada/doenças tropicais/R$ 5,4 milhões (20/12/2013 a 30/11/2019/sem data para início), Unidade Especializada saúde da mulher/R$ 4,9 milhões (13/12/2016 a 30/11/2019/ sem data para início) e Núcleo Ambulatorial Integrado/R$ 8,7 milhões (23/12/2015 a 21/02/2020/ sem previsão de início).
Há ainda a reestruturação Feira Coberta Aureny I/ R$ 1,2 milhão (31/12/2015 a 31/08/2019/ só 10% executados), a revitalização da Praia da Graciosa/R$ 1,7 milhão (28/12/2015 a 31/08/2019/ paralisada, executados apenas 4%), a pista de ciclismo/R$ 900 mil (31/12/2014 a 30/08/2019/ paralisada, com apenas 25%) e as unidades habitacionais nas 131, 132, Arne 54 e Taquaruçu e Buritirana/R$ 32,9 milhões (28/09/2007 a 28/09/2019/ apenas 50,7% concluídos). Sem falar na raia olímpica de canoagem (R$ 995 mil), prazo de validade entre 19/12/2016 a 30/11/2018 e que se encontra paralisado por falta de contrapartida do município.
Como se nota, a Prefeitura anda perdendo dinheiro, num momento de dificuldades orçamentárias para fazer investimentos.


