Os políticos ainda sorvem o encontro de prefeitos realizado pela associação dos municípios.
O número de prefeitos e vereadores causou uma confusão danada no trânsito na confluência da Teotônio Segurado e LO-10.
A entidade era só elogios para o encontro que disse ter sido técnico.
A cereja do bolo, entretanto, é a sucessão na entidade.
O atual presidente, Diogo Borges, não pode reeleger-se pela terceira vez. O Estatuto só permite uma reeleição.
O governador defendeu união e o governo tem o seu candidato: o prefeito de Cristalândia, Big Jow (UB).
Uma das justificativas da palestra da senadora Dorinha Seabra no encontro. O prefeito já teria 90 prefeitos apoiadores.
O poder político da ATM, entretanto, é superestimado por deputados, senadores e governo. E pelos próprios prefeitos.
Big Jow, por exemplo, que pode vir a ser eleito presidente, é prefeito de um município com 5 mil eleitores.
Em números absolutos não teria liderança acima de Eduardo Siqueira (Palmas/200 mil eleitores) ou Wagner Rodrigues (Araguaína/118 mil eleitores).
Falta à ATM também transparência. A entidade recebe 0,6% do FPM das prefeituras. Já é determinado no orçamento do município.
No ano passado, as 139 prefeituras receberam R$ 2,4 bilhões de FPM. A entidade tem 136 filiados.
Numa continha de padaria (regra de três simples), a entidade teria um orçamento de R$ 13,6 milhões anuais.
E o último balanço publicado em sua página é de 2018.


