Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Prefeito foi o único a recusar-se a assinar convênio com governo mas não se intimida em publicar parceria com o Palácio em Araguaína. Governistas reagem com sarcasmo: se quiser assinar, Wanderlei não vê partido, situação ou oposição!!

31/10/2023 997 visualizações

O prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, pode ter buscado dar um giro mas pode ter erguido um girau.

Tem divulgado nos últimos dias parceria com o governador Wanderlei Barbosa na melhoria da infraestrutura do Distrito Agroindustrial da cidade. Araguaína é o segundo maior colégio eleitoral do Estado.

O problema é que, como é público e amplificado pelo próprio Rodrigues no ano passado, a Prefeitura da cidade foi a única no Estado que se recusou a assinar convênio com o governo para as obras no Distrito Industrial.

Wagner, à época, estava no Solidariedade que é do grupo do ex-prefeito Ronaldo Dimas, candidato que defendeu ao governo em 2022. Há duas semanas trocou a legenda pelo União Brasil, da base palaciana que esmurrou na campanha passada.

O “esquecimento” de Wagner irritou o Palácio Araguaia que o tratou como politicagem.

Além da considerada verdade alternativa proclamada pelo prefeito, o governo anota que teve que investir R$ 17 milhões no Daiara, na parte do imóvel de competência do Estado.Sem convênio.

Na outra, o governo não pode mexer sem o aval do próprio Wagner Rodrigues. O Palácio, por intermédio da Secretaria de Indústria e Comércio, prevê investimentos de R$ 65 milhões na infraestrutura dos distritos agroindustriais do Estado. Todos em execução.

E ainda foi sarcástico: “se o prefeito quer assinar o convênio, o governo está à disposição da população, o governador não tem discricionariedade com prefeito ou partido”.

Obviamente que a campanha de Wagner sobre o Daiara impacta diretamente na composição UB X Republicanos/Governo. No Palácio, é dado como certo que o deputado Jorge Frederico (Republicanos) será a aposta naquela cidade.

Até aí, tudo dentro das regras democráticas.  O UB não é obrigado a seguir tal como pode ocorrer em Gurupi ou Palmas. De igual modo que não lhe acrescenta, entretanto, por outro lado, ativo político passar um pano no uso inadequado da política promovida por Wagner no caso do Daiara. Justamente com um aliado.

Parte considerável da eleição da senadora Dorinha Seabre deve-se, como é sabido, aos ativos do palanque de Wanderlei. Dorinha foi na pré-campanha a candidada do grupo Eduardo Gomes/Ronaldo Dimas. Onde se alojava Wagner Rodrigues. Só adentrou na majoritária do Palácio após os atritos de Wanderlei com Irajá/Kátia Abreu.

E que vê ainda na sua cola a possibilidade de retorno do ex-prefeito Ronaldo Dimas ao páreo. Criador e criatura (como se vê na mudança partidária) parecem não estar se bicando (Wagner é cria de Dimas) para afirmação da regra sobre a relação universal de criadores e criaturas.

A ver.

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