Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Prefeita revoga decreto mas, o princípio que o gerou, as urnas ainda o mantém!!!

luizarmandocosta 12/06/2020 457 visualizações

Ao revogar o decreto que entregava o orçamento municipal a seis igrejas (católicas e evangélicas) da Capital (lideradas por candidatos e ex-parlamentares), Cínthia Ribeiro reparou um equívoco circunstancialmente que não encobre o princípio por trás da decisão de fatiar os recursos públicos a políticas determinadas por grupos religiosos.

Uma decisão tão forte quanto controversa num estado laico e a três meses das eleições municipais onde os 86% de declarados católicos e evangélicos representariam 258 mil pessoas na cidade. Um exército eleitoral não desprezível.

Não é plausível que a prefeita transfira para a Casa Civil a responsabilidade do que assinou. Caso contrário, seria pior aínda: estaria a cidade administrada por uma prefeita que não lê (nem reflete antecipadamente) sobre decisões que toma e decretos que assina. Uma insanidade.

A publicação do decreto celestial no dia dedicado a Corpus Christi (uma celebração cristã) indicaria algo planejado e, portanto, discutido com a prefeita os seus desdobramentos. Não contaram (ou subsetimaram na arrogância das pesquisas eleitorais) a rejeição à estrovenga.

A prefeita acertou ao revogar a confusão. Mas observando campo e território, as igrejas serão ressarcidas. São as leis de mercado. Pastores e líderes religiosos já teriam levado a mensagem de fé aos fiéis.

Só que deu borogodó. Mas ainda tem as urnas que a prefeita (e seus formuladores políticos) para terem garantia de receber, tem que entregar a contrapartida.

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