A prefeita Cínthia Ribeiro disse ontem acreditar numa determinação da Executiva nacional para que o PSDB regional a tenha como candidata à reeleição. Cínthia faz um trabalho reconhecido, é a única prefeita de Capital do PSDB e o bom senso indicaria não houvesse dúvidas disso na direção regional do partido.
A prefeita, entretanto, aposta no imponderável: a Executiva interferiria tendo como argumentação as doações (do fundo partidário) feitas pela direção regional (Ataídes Oliveira) a candidatos de outros partidos de sua coligação nas eleições de 2018. Ou seja, dentro do que autoriza a legislação ainda que em desfavor de candidatos tucanos.
Uma ação com estes fundamentos não iria a lugar algum. Ainda que partidos fossem associações nacionais, não lhes é dado descumprir a legislação e seus próprios estatutos, discricionariamente, por finalidades contingentes e circunstanciais.
Como não há candidaturas natas, Cínthia terá que se esforçar por uma composição no PSDB cujo presidente já antecipou disposição de ir às urnas. Evidente que, como presidente regional, Ataídes deveria, a priori, desenvolver esforços para aumentar o número de prefeitos no Estado e não impor obstáculos a uma prefeita de Capital que tem dado certo.
Diante do quadro, Cínthia teria, certamente, até março do próximo ano para aproveitar a janela e mudar de partido. O problema é que, regionalmente, esse espaço se fecha a cada dia por força de negociações políticas a que Cínthia parece ainda ser refratária.


