Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Preço econômico da vontade política: enquanto bancos nadam em lucros bilionários, Agência de Fomento prevê prejuízo de R$ 4,5 milhões. Serão R$ 17 milhões em cinco anos!!!

luizarmandocosta 17/06/2020 436 visualizações

O conselheiro Napoleão Sobrinho, da 4ª Relatoria do Tribunal de Contas do Estado (relator das contas do Executivo estadual de 2019) mandou autuar no processo de prestação de contas no último dia 12 de maio explicações da Agência de Fomento do Estado sobre seus balanços financeiros. A Agência é uma sociedade de economia mista, uma instituição bancária submetida às normas do Banco Central.

Como qualquer banco ou empresa deveria, se não dar lucro, pelo menos não proporcionar prejuízos ao contrubuinte. Dado que é bancada por aportes do poder público. Ainda que os governos tratem-na como banco de caridade e instrumento político, pretextando fomento às micro e pequenas empresas.

A Agência prevê, antecipadamente, para 2020 um prejuízo de R$ 4,525 milhões. Despesas de R$ 6.935 milhões e receitas de R$ 2,409 milhões. Se fosse um banco privado, teria falido.

Em 2019, enquanto os quatro maiores bancos do país (BB/Bradesco/Itaú/Santander) lucravam juntos R$ 81,5 bilhões, a Agência de Fomento do Tocantins amargava um prejuízo de R$ 3,286 milhões (despesas de R$ 5,865 milhões/receitas de R$ 2,579 milhões).

Prejuízo que, no limite, é coberto pelo governo. Ou: contribuinte porque governo não fabrica dinheiro.

Em quatro anos (2015/2019), o prejuízo da Agência de Fomento (conforme seus balancetes) supera a R$ 12,782 milhões. Mais que o custo de um hospital de campanha, tomando o valor estimado pelo governo para as UTIs Covid-19.

E que somada a previsão de 2020 (R$ 4,525 milhões) alcançará em dezembro deste ano estimados R$ 17,3 milhões em cinco anos. Aí inclusos aqueles R$ 4,8 milhões de créditos duvidosos de 2016 (governo Marcelo Miranda) até hoje não solucionados.

Apesar disso aí, a Agência vai gastar este ano o equivalente a R$ 3,254 milhões com salários de funcionários e honorários da diretoria. E R$ 165 mil de diárias e passagens aéreas.

E segue livre, leve e solta como braço político do governo liberando empréstimos como se fabricasse moeda.

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