Os auxiliares colocam o governo em cada fria. Portais amplificam declarações (contidas em releases do governo) atribuídas a Mauro Carlesse em Taguatinga.
Carlesse teria declarado que o Plano Plurianual viria ao encontro do caráter municipalista de sua gestão. Aliás, ele faz uso desse jargão deste que presidente da Assembléia. Finalidade óbvia: identificar-se com os prefeitos que são os denominados vaqueiros de votos.
O governador é político e é legítimo que faça política no governo. Afinal, ganhou porque apresentou projeto político de governo que foi aceito pelo eleitor.
O problema é de linguística. Ora, se Carlesse diz que o PPA vem ao encontro do caráter municipalista de sua gestão, ele está dizendo que o PPA sucede o seu projeto. Teria chegado depois, vindo ao seu encontro, aderido ao seu projeto municipalista de governo.
Ora, o PPA é uma obrigação constitucional dos governos desde 1.988. Está lá no artigo 165 na CF. Muito antes de Carlesse sequer pensar em fazer política.
Na verdade, o PPA não é prerrogativa, é condição!!! O que produziria o raciocínio de que o projeto municipalista de Carlesse estivesse enquadrado no PPA, como é notório e a lei assim o determina. E não o contrário: o PPA indo ao encontro de Carlesse.


