A situação da população de Porto Nacional no Covid-19 parece diferir de sua representação política e densidade populacional. Com 53 mil habitantes, seis deputados estaduais e um federal, a cidade é a quarta em número de moradores (e eleitores) mas, diferente de Palmas, Araguaína e Gurupi, não possui UTIs. Ou seja, depende de UTIs móveis para transferência dos pacientes a hospitais da Capital.
Por outro lado, é a cidade a segunda na relação de internações no Estado no mês de março. Só não registrou mais internações do covid-19 que a Capital que tem o Hospital Geral. Em Porto, dados da Secretaria de Saúde, foram 64 internações contra as 81 de Palmas.
No Hospital Regional de Porto há apenas espaço para internações provisórias. Ainda assim eles estavam 100% ocupados. A outra saída, também apenas para internações, é o Hospital Tia Dedè, que de 10 leitos clínicos, restavam apenas três neste domingo.
A situação exigiria do governo a disponibilização diuturna de uma UTI Móvel na cidade. Assim como na cidade de Paraíso que enfrenta idêntico problema que teve este mês 62 internações e também não possui UTIs.
Daí o número de óbitos: Porto Nacional com seus 96 óbitos tem proporcionalmente 181 óbitos/100 mil contra 110 óbitos/100 mil de Palmas e 113/100 mil de todo o Estado.


