O reencontro da senadora Kátia Abreu com o ex-governador Marcelo Miranda nesta quarta é de um pragmatismo eloquente.
Aquele que acompanhou por dentro a pré-campanha e a campanha eleitoral propriamente dita em 2014 não deixou de perceber a sintonia entre Kátia e Marcelo.
E a importância da Senadora no processo que levou Marcelo a disputar o governo, numa intervenção da direção nacional construída por dentro por Kátia Abreu, a partir de sua liderança reconhecida pela então Executiva nacional. Sem Kátia, Marcelo, é bem provável, sequer disputaria o cargo dada a hegemonia do então presidente regional, Junior Coimbra.
Romperam de forma abrupta e passional após as eleições, por divergências de cargos. A Senadora queria um projeto na Secretaria de Agricultura e na Educação.
Para o MDB autêntico, entretanto, não eram só projetos. E sim metade do orçamento do governo. Marcelo não cumpriu o que teria compromissado e Kátia, então, foi Kátia Abreu.
Agora, retomam juntos e, certamente, mas pragmáticos que programáticos. A nova (e eterna) aliança vai garantir a reeleição da deputada federal Dulce Miranda, um dos maiores compromissos assumidos por Marcelo. Agora com a estrutura e apoio financeiro de Kátia e do PP.
É um gol de letra de Kátia Abreu sobre Dorinha Seabra e que pode atingir Ronaldo Dimas e Carlos Amastha. Muito embora Marcelo diga que continue que apoiando Dimas, a dúvida é razoável na cabeça do eleitor.
Respingando no ex-prefeito de Palmas, candidato do ex-prefeito de Araguaína ao Senado que pode ver, agora, por gravidade, parte dos eleitores de Dimas/Marcelo que o teriam como candidato, com possibilidade de migrar para Kátia Abreu.


