A pouco mais de dois meses e meio das eleições, amplificam-se rumores de que o presidente do TCE, Alberto Sevilha, estaria inclinado a aceitar mais dois anos à frente da Corte.
Mas há obstáculos: existiria um acordo entre os conselheiros que a presidência seria preenchida por um rodízio entre conselheiro.
E nesse “acordo entre confrades” a vez seria da conselheira Doris Coutinho. Na sua desistência, cairia nas mãos do conselheiro Wagner Praxedes.
Como é acordo, nada impede que um desacorde. Não seria, por sinal, uma ilegalidade. A Lei Orgânica do TCE é clara quanto à permissão de uma reeleição.
O orçamento do TCE para este ano é de R$ 265.366.669,00. Já tinha empenhado no exercício. até esta data R$ 125.574.125,76. Mas liquidado R$ R$ 132.523.598,90 e pago R$ R$ 132.392.877,86. Deve ter lá suas explicações.
O salário do presidente é um atrativo. Alberto Sevilha, por exemplo, teve em agosto de 2026 remuneração bruta de R$ 55 mil, mais R$ 87 mil de verba indenizatória (que não tem desconto IR).
Ou: R$ 142 mil. O subsídio de conselheiro (pela CF) é de R$ 41.845,00. Está se falando de R$ 100 mil acima do teto do STF para o poder público. São R$ 16 mil só por ser presidente (gratificação de função).
Mas é um cargo valioso. Sevilha, por exemplo, fez em 19 meses na presidência dez viagens internacionais com diárias próximas de meio milhão. Só nas internacionais.
Chama a atenção o interesse do TCE pela Argentina. O presidente da Corte foi, em um ano em meio (assumiu em fevereiro de 2025) nada menos que cinco vezes à pátria de Leonel Messi.
Metade das viagens internacionais no período. As outras foram para Estados Unidos, Portugal, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Espanha.
Tudo a ver com os curraleiros.


