Segunda-feira, 14 de Set de 2026

Disputas internas causadas pela própria estratégia política implementada podem atrapalhar mais ainda desempenho da senadora Dorinha. Tratamento dado a Eli Borges tem empurrado o deputado a conversar com oposição

14/09/2026 127 visualizações

A senadora Dorinha Seabra (UP) não tem muito prazo para alinhar sua campanha.

A candidata, até lá, vai colhendo os frutos da estratégia errática do grupo.

E que termina por minar o patrimônio político da Senadora. Uma parlamentar séria e com serviço (recursos) prestado ao Estado.

Tem seu próprio estilo mas o eleitor a escolheu senadora também por isto.

Porém, enfrenta obstáculos colocados pelos próprios aliados.

No sábado, Dorinha recebeu o apoio de 21 vereadores de Palmas.

Ontem, 11 vereadores (inclusive o presidente da Câmara) declararam apoio ao deputado Eli Borges (Republicanos) ao Senado.

Eli Borges é um candidato colocado por Wanderlei Barbosa (presidente regional do Republicanos) que, após, declarou apoio a Carlos Gaguim (União Progressista).

Amigo de fé, irmão camarada de Dorinha. Gaguim é um dos três mosqueteiros: Dorinha, Gomes e Gaguim. Os três tem o apoio declarado do Governador.

Ou: a escolha de Wanderlei rachou a Câmara do maior colégio eleitoral do Estado. A disposição de Eli com Dorinha  e Wanderlei, assim, não é para estar lá essas coisas.

O deputado tem, sim, mantido conversas com o grupo de Vicentinho Jr (PSDB). E elas avançaram nos últimos dias.

Como diria o saudoso jornalista Salomão Wenscelau, para acontecer o "negócio" depende da forma como “apalpar” a égua.

Por mera lógica, os eleitores de Eli podem senti-lo traído por Wanderlei cujo seguimento (de seguir) é Dorinha. Os evangélicos são conservadores no príncípio.

Na Bíblia, traição é quebra de aliança com Deus e os homens. E  como haveria uma quebra de compromisso entre Wanderlei/Eli, a equação estaria pronta.

E a esta altura qualquer voto perdido é voto entregue ao adversário.

Somando a migração de votos de Laurez a Vicentinho (que ilogicamente governistas dizerm seguir para a Senadora) tem-se ambiente propício a mais perdas que ganhos a Dorinha.

É elementar que os eleitores de Laurez Moreira não teriam motivo algum para optar por Dorinha, candidata de Wanderlei, algoz do vice-governador.

Pode acontecer? Pode. Mas são mínimas as probabilidades. Se estavam com  Laurez é porque não queriam Wanderlei.

Caso contrário, ter-se-ia que descobrir a face oculta dos apoiadores de Laurez. Uma situação idêntica aos eleitores de Eli Borges.

A situação tem-se repetido:  em Guaraí, Wanderlei não deixou Ronaldo Dimas (Podemos) subir no palanque. Só Carlos Gaguim e Eduardo Gomes (PL).

O deputado Eli Borges passa longe dos palanques do grupo pelo interior. Uma disputa interna por votos que o grupo já tem. Na verdade, uma redivisão dos votos entre os mesmos.

Dorinha, assim, vai correndo atrás do prejuízo para reverter a rejeição e aumentar as intenções, mas parece enfrentar dificuldades com a estratégia do seu próprio grupo.

Parece faltar um líder que dê o grito para juntar o que Wanderlei espalhou.

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