Veio a público ontem o II Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar. É um dado relevante que os políticos evitam abordar nas suas campanhas eleitorais por renovação de mandatos ou obtê-los.
Diferente da celebração do poder público na última segunda-feira sobre a projeção de crescimento de 6,1% do PIB estadual (avaliação do BB), a radiografia do que veio a público ontem revela que existiriam 281 mil pessoas no Estado passando fome!! Sem nada que comer (insegurança alimentar grave).
O Estado que concedeu R$ 7 milhões de crédito presumido de ICMS a produtores de álcool na terça (por MP com texto ininteligível e abertamente questionável do ponto de vista jurídico), com abertura indiscutível à possibilidade de maracutaia fiscal, já concede milhões de isenções a produtores de soja e carne (que exportaram até agosto último) R$ 11,1 bilhões na mesma contrapartida em que transformaram o cerrado fértil em deserto árido.
Um ganho de 53,5% superior a jan/ago/2021 num mesmo Estado que estima um PIB estadual para 2022 de R$ 44 bilhões e que comemora os 6,1% de crescimento, acima da estimativa de 2,7% do Ministério da Economia, também ontem.
O Estado que arrecadou de receitas públicas de janeiro a setembro de 2022 equivalente a R$ 9,7 bilhões, é identificado na pesquisa divulgada ontem como tendo no seu mapa da fome (pessoas que acordam sem saber se vão comer algo durante o dia) 60% de negros e 34,64% de brancos. Um recorte que remete ao coronelismo e a senzala tão atuais como fomentador de desiguais.
Tudo isto aí com um fundo de combate à pobreza próximo de R$ 200 milhões, provenientes de parcela da alíquota dos combustíveis que, agora, com a redução do ICMS, sairá de vez da mesa daqueles 301 mil que passam fome no Estado que se propaga rico e de vocação econômica para os alimentos da agropecuária.
Vai um santinho aí!! Hoje tem adesivaço!!!! E depois motociata!!! Vamos lá moçada. Vamos vadiar!!!


