É quase certo que os açougues, feiras e padarias ou o mercadinho da esquina desconheçam que partidos políticos tem até depois de amanhã para fazer convenções e escolher candidatos.
Preocupadas em fazer algum dinheiro para comprar pelo menos o arroz, as pessoas elevadas ao posto de excelentíssimo eleitor nos próximos sessenta dias não deixam de enxergar, com efeito, o vai-e-vem dos políticos como apenas mudança de posição de peças no clubinho daqueles que tem se enriquecido, em larga medida, no lero-lero. O conhecido 171 político.
É tudo igual, devem concluir com pouca margem de erro aqueles que escorrem suor por comida, como é reduzida também a probabilidade de, regra geral, não acertarem nos conceitos sobre pessoas que fazem da política partidária meio e modo de vida.
No final, pragmaticamente, numa mera relação de causa e efeito, cada um terá o seu butim, muito embora os inimigos advindos desse exercício de prática polítca, tanto circunstanciais como consequentes, a serem saqueados a título de premiação, representassem não os adversários entre pares e ímpares, mas essa população que não quer saber de política. Até mesmo por não dispor de tempo e paciência para entender aquilo que seus ditos representantes tentam convencer-lhes ser o melhor quando piora sua vida todos os dias.
Se puxássemos mais um pouco, é provável que os cidadãos de bem tratassem as altercações e alterações da pré-campanha, as idas e vindas ideológicas e partidárias, como simples safadeza mesmo (...)
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