Espantosa maioria dos policiais penais rechaçou na noite de ontem a proposta do governo do Estado para atendimento de suas reivindicações.
Um índice de 9 89% dos votantes disseram não à proposta governamental. Votaram, em assembleia virtual, 426 policiais penais.
Apenas 34 servidores foram a favor da proposta. A esmagadora maioria de 292 policiais votou contra.
O presidente do Sindicato da categoria disse na manhã desta sexta ao blog que a entidade vai continuar tentando derrubar a liminar do Tribunal de Justiça e denunciar as irregularidades "uma por uma" existentes no sistema prisional.
Secretários integrantes do grupo gestor do governo explicaram na noite de ontem ao blog que a administração estaria caminhando para um equilíbrio no setor.
E que o governo estaria estudando ceder em algumas demandas. Mas que o melhor PCCR teria sido dos policiais penais.
Sobre as progressões atrasadas, a avaliação do Palácio seria de que os policiais penais estariam na mesma linha das demais forças.
"O pedido de pagar progressões antes das outras forças criaria um problema maior", salientou um secretário membro do Comitê.
No Estado (Anuário Brasileiro da Segurança Pública divulgado ontem), o número de presos no sistema prisional reduziu de 4.205 (2021) para 4.114 (2022). Destes, 29,3% são presos provisórios (sem condenação). Índice menor do que os 38,3% de 2021. Mas homicídios e latrocínios subiram 12%.


