Os policiais penais ainda não haviam sido intimados nesta segunda da decisão liminar do desembargador João Rigo.
A decisão determinava a obrigação dos plantões que são, em tese, dependentes de adesão voluntária.
Conforme apurou hoje o blog, os policiais penais mantiveram a manifestação programada para amanhã e asseguram que é pacífica.
Muitos demonstram descrença com os poderes Judiciário e Executivo em função da discricionariedade de parâmetros.
A decisão do Judiciário (a segunda em dois anos sem alteração da situação que a provocou), é razoável inferir, concede ao Executivo uma licença imponderável.
A transferência aos penais da responsabilidade sobre a situação de caos dos presídios decorrentes, em larga medida, de questões como deficiência de pessoal.
Se a reação da categoria não provoca mudança dada a pouca representação política, os fatos podem fazê-lo e aí haverá certamente consequências mais graves.
Falta, como é óbvio, ao governo o exercício de política. Ademais servidor sem esperança não é conveniente a nenhuma empresa. Ainda mais no serviço público. Cuidando de 4 mil presidiários, na proporção de quatro agentes por um, pior ainda.
No próprio Judiciário, o governo teve que, no ano passado, atender pedido para elevar orçamento destinado a bancar salários daquele poder. E que o obrigava a fazer uso de receitas de fundos.
Salários, alguns, na casa dos R$ 120 mil mensas último mês de fevereiro, quando o teto da Constituição é R$ 46 mil.
Os bate-grade tem salário de R$ 5.298,54


