A presidente do Podemos, deputada Renata Abreu, lançou ontem a pré-candidatura do empresário (e técnico de futebol) Vanderlei Luxemburgo, ao Senado.
Vanderlei ainda não foi testado nas urnas. Mas tem se metido em confusões (políticas) - vide o caso Amastha - com a mesma facilidade que as compra nos gramados.
Tem estopim curto. E ele não pode demitir o eleitor como demitia os boleiros. Mas tem carisma.
O Podemos, é fato, necessita urgentemente eleger mais deputados federais e não senadores.
Elegeu apenas 12 deputados em 2022. Hoje tem 16. Na linha de rebaixamento (cláusula de barreira).
Vanderlei, é provável, não tivesse muita dificuldade para eleger-se federal.
E, claro, o treinador ( que goza da amizade de Lula) dominasse a vaidade.
Ademais, candidaturas isoladas (sem cabeça de chapa) para Senado não tem dado muito certo aos postulantes no Estado.
Em 2022, saíram sozinhos Kátia Abreu (18,50% dos votos), Amastha (12,83%) e Ataídes (8,85%).
Não foram páreo para Dorinha Seabra (coligação com Republicanos/União pelo Tocantins) com 50,42%.
O problema de Renata Abreu, entretanto, não é Vanderlei Luxemburgo com sua pouca disposição para ponderações políticas.
Mas a mistura em que o partido está colocado. Em 2022 o Podemos acompanhava a majoritária do PL (Ronaldo Dimas) contra Wanderlei Barbosa.
Hoje pode apoiar o grupo de Dorinha Seabra e do governador que os derrotou há quatro anos.
Quando o partido não conseguiu alcançar o quociente eleitoral (103.767 votos).
Saiu das urnas com apenas 72.312 votos, não fazendo deputado nem pelo quociente partidário. Só o conseguindo após votação das sobras pelo STF.
Para referência: em 2022, o Republicanos (de Wanderlei) teve 184.240 votos, o UB (Dorinha) 104.375 e o PL (de Eduardo Gomes) saiu com 90.627 votos.
De forma que Vanderlei disputando vaga na Câmara dos Deputados poderia manter Tiago Dimas em Brasília e fazer mais um parlamentar.
No Senado, se Vanderlei tiver chance, pode jogar na mega da virada que as probabilidades seriam, até aqui, as mesmas.


