O Fisco estadual já arrecadou até hoje, 25 de março, o montante de R$ 224,8 milhões de ICMS (de uma meta projetada de R$ 248,5 milhões para o mês). Como o ICMS representa 72% da arrecadação tributária, tem-se até aqui, em março, R$ 311 milhões de impostos estaduais.
Os auditores projetam uma frustração de receitas tributárias de 20% em março. Com viés de subida desse percentual (aumento da frustração) nos próximos meses.
Convido-os a um raciocínio invertido. O governo prevê perdas de R$ 40 milhões mensais com o Covid-19. De abril a dezembro, teremos perdas tributárias de R$ 360 milhões.
Tomando como régua de cálculo a média de impostos no Estado (25%), significaria que, no período, deixariam de circular (pagando imposto) na economia o montante de R$ 1 bilhão e 440 milhões em nove meses. Ou: R$ 160 milhões por mês.
De outro modo: nos próximos nove meses deixariam de entrar no mercado (não gerando salários, renda, mercadorias, serviços) R$ 1 bilhão e 440 milhões. Em doze meses algo próximo de R$ 2 bilhões estariam fora da economia estadual.
É, um pouco mais, pouco menos, o dinheiro que vai faltar no mercado. Sem dinheiro, aumenta desemprego e afunda os pequenos comércios. Consideradas as previsões do governo e dos técnicos do fisco estadual. Matemática simples.


