Sexta-feira, 23 de Out de 2026

PM fecha postos no interior por falta de pessoal quando há menos de mês a necessidade não existiria!!!!! Pressão velada pelo concurso que a LRF hoje não permitiria ao governo

luizarmandocosta 04/12/2019 941 visualizações

Sucupira é um municípiozinho cuja área é menor que a metade da área de Palmas (1.025,515 km²/2.218,942 km²) e uma população de 1 mil e 946 habitantes. Há mais de mês foi fechado na cidade o posto da PM. Isto dá 0 PM por 1 mil e 946 pessoas depois do Comando despachar o Sargento Ronaldo. A marginalidade na cidade faz festa.

Palmas (a Capital) tem um PM para cada 172 moradores. O município tem 18% da população do Estado e 45,5% do efetivo policial militar. Partindo-se do pressuposto de que em todo o Tocantins a relação é de um PM para cada grupo de 418 pessoas, a distorção é explícita.

Uma média estadual de 418 para o zero PM daquela cidade incrustrada entre Gurupi, Peixe, Figueirópolis e Cariri, praticamente às margens do corredor Norte-Sul da Belém-Brasília por onde passa a riqueza do país mas também muito roubo, droga e marginais.

A justificativa é a falta de pessoal (PMs) quando aparenta desorganização e mal emprego de recursos humanos. O expediente foi implementado em outros municípios de menor porte que, por esta explicação, também ficaram sem seus postos policias quando o governo eleva a programação de receitas para 2020.

Sobre falta de pessoal, é evidente que há distorções entre o efetivo previsto e a tropa. Não só no Tocantins (46,7% de diferença entre um e outro).Mas no Acre (51,8%), Amapá (63%), Amazonas (65%), Pará (47,9%), Rondônia (63,8%) e Roraima (62%), para ficar só na região Norte.O Tocantins, assim, seria o melhor servido.

O dificultador para a PM é explicar também porque há um mês os postinhos estavam ocupados e agora não tem efetivo para preenchê-los.

Ademais, os 418 habitantes por cada PM no Estado são melhores, por exemplo, que os 453 do Amazonas, 544 do Pará, 579 de Goiás, 544 do Piauí, para ficar só nestes.

O fechamento dos postinhos, como é notório, estabelece pressão sobre o próprio governo para realizar o concurso público da Polícia Militar para a contratação de mais mil policiais.

Expediente que a legislação impediria o governo de realizar, nas atuais circunstâncias (mesmo tendo orçamento e financeiro) dado que está gastando mais que 95% do limite máximo permitido, com salários de pessoal.

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