Enquanto os tributários do PL caem no samba nos Estados, no eixo Rio/São Paulo/Brasília a direção nacional do partido trama uma licença de Valdemar Costa Neto da presidência do partido.
A movimentação dá bem idéia da arapuca de Jair Bolsonaro para os tais liberais. E da constatação de que a intentona de golpe fez vazar os projetos do partido.
Obviamente que disto se aproveitaram – ressalvadas as exceções de praxe - financeira e politicamente até a saída do Jair.
Valdemar foi condenado a sete anos (cumpriu dois anos) na roubalheira do mensalão. E ainda assim continuou como o “capo” da legenda, então denominada de PR. O manda-chuva do partido.
A preocupação dos liberais assim, pelas premissas colocadas pelo próprio partido, seria maior com a pecha de golpista do que de ladrão.
Liberais, para a turma, seria um termo defendido, não por princípio contrário ao conservadorismo. Mas pelo que lhes concede literalmente movimentar-se sem regras morais ou éticas.
Um partido que tem 95 deputados federais na Câmara e 12 senadores. No Estado, saiu das urnas (2022) com 90 mil e 627 votos (elegeu dois federais). Só perdeu em votos para o UB (104.375votos/1 federal) e Republicanos (184.240 votos/3 federais).
E que na Capital do Tocantins embala uma candidata a prefeito que já agrega outro partido, o UB, legenda que terá de fundo eleitoral este ano R$ 517 milhões. A terceira maior verba eleitoral paga pelo contribuinte.
O maior fundo nas eleições deste ano será justamente do PL, partido do Valdemar, que receberá R$ 864 milhões de dinheiro público para a campanha eleitoral.
O equivalente a R$ 259 milhões a mais do que os R$ 603 milhões destinados ao PT, o segundo maior fundo eleitoral de 2024.
São milhões de motivos para o PL de Valdemar afastar do Valdemar do PL no correr do processo eleitoral que sugere ter o partido tramado um golpe na democracia do país junto com o “mito”.


