O PL faz sua convenção nacional neste domingo no Rio de Janeiro para homologar a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição. O Partido Liberal é presidido no Estado pelo senador Eduardo Gomes.
O parlamentar deve participar da convenção (tudo concorre para isto) com um trunfo debaixo do braço: a aliança no Tocantins do MDB com Jair Bolsonaro, possível deduzir-se pelas circunstâncias públicas.
O MDB do Tocantins está fora do grupo de onze diretórios que declararam apoio a Lua e o diretório tocantinense firmou aliança com o PL de Gomes e Ronaldo Dimas. Ideologicamente, uma contradição de princípios abissal. Mas há muito o MDB como o PT são espectros do que já foram.
A entrada definitiva de Gomes e Marcelo Miranda na campanha de Ronaldo Dimas, deste modo, pode devolver-lhe vigor politico num momento em que sua pré-candidatura dava sinais de se arrastar.
E afastar, por enquanto, o fantasma, para Dimas, do chapão das oposições, desacelerada, não pelo PL regional, mas pela posição de Osires Damaso refratário a sacrificar sua candidatura ao governo por um pacto que certamente afunilaria para Eduardo Gomes como o tertius, que já é, da problemática e da solucionática.


