O atendimento às necessidades da população do Estado naquilo que poder-se-ia ter como prioritário no seu dia-a-dia, preservada a inércia em curso, não será em 2020 materializado com a urgência que os fatos cobram do poder público.
Retirando do orçamento público estadual para 2020 os 53% reservados para as funções de educação, saúde, segurança e previdência, os outros 47% são pulverizados nas demais funções de Estado numa régua em larga medida inversamente proporcional à aceleração de disparidades regionais sociais e econômicas.
E não por falta de recursos. Mas pela extensão e profundidade do fosso social que os governos tem cavado ao longo dos anos. Pelo orçamento aprovado (R$ 10,8 bilhões) mas com abertura da execução orçamentária ainda dependendo de decreto governamental até ontem, o Estado terá o quarto maior orçamento per capita dentre as Unidades Federativas da região Norte do país.
Serão R$ 6.866,44 para cada morador do Estado, considerando a população estimada do IBGE. Um valor superior em cerca de 100% ao orçamento per capita do Pará, por exemplo, para efeitos comparativos. Significa essa aí a parte do latifúndio que cabe a cada um dos moradores do Estado entregar ao governo para realizar o seu orçamento.
Promete o poder público entregar-lhes, em contrapartida, da forma como estão, os setores que acredita possibilitem, pelo menos, um alívio: educação, segurança e saúde. Já estaria de bom tamanho.
Algo que o IDH de 0,699 (14º no país), Índice Gini/desigualdades de 0,5 (20º mais desigual no país), desemprego (76 mil desempregados e 500 mil da PEA fora da força de trabalho/PNAD/IBGE/3º trimestre/2019), na outra ponta, cobram-lhe sem resposta e que, pela orientação orçamentária, não se vislumbra solução de continuidade este ano do processo em curs
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