Sexta-feira, 23 de Out de 2026

PGJ considera, em nota ao JTo despeitoso com o TJ abrir discussão sobre o 5º constitucional. O assunto foi levantado em primeira mão por este blog na quarta na exposição de fala de um procurador. PGJ em pé de guerra política!!!

luizarmandocosta 15/09/2019 1060 visualizações

O procurador geral de Justiça, José Omar de Almeida, considerou (em nota ao Jornal do Tocantins neste domingo) como desrespeitoso com o Tribunal de Justiça discutir indicações do quinto constitucional.

A discussão veio a público em primeira mão neste blog com a divulgação aqui, na quarta, daquela defesa do procurador Ricardo Vicente (na reunião do Conselho) de cobrar concurso para que advogados preencham sua vaga no quinto constitucional.

A OAB, como previsível, se manifestou. Uma intromissão indevida e que, por gravidade, e indiretamente, dizia respeito também ao quinto do MPE no Tribunal.

Fazia-se, de forma indireta, a cobrança sobre o quinto do MPE quando não há qualquer vaga disponível nos próximos anos. Um despropósito escondido de boa fé.

De forma que o procurador geral hoje se espreme entre promotores/procuradores e os servidores do Ministério Público.

E aí um problema: procuradores e promotores que querem o seu lugar (e que se note, o cargo é preenchido por eleição) se movimentam, não raro, jogando o corpo funcional contra o PGJ que tem feito uma administração enxuta, está dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal.

No parquet funcionam o Colégio de Procuradores e o Conselho Superior. O PGJ só vota em caso de desempate. Os benefícios que se autoconcederam os membros do Colégio, por exemplo, foram aprovados por maioria. Portanto, sem o voto do Procurador Geral. Inclusive os projetos de lei encaminhados ao Legislativo.

Ou: em tese, os mesmos   procuradores que aprovaram seus próprios benefícios poderiam provocá-los aos servidores. Mas fazem o contrário: há membro do colégio que votou pelas indenizações e, depois de recebidas, passou a juntar-se aos servidores contra o benefício aos procuradores que ele próprio defendeu para si.

Como é notório, a PGJ pode conceder os benefícios desde que existam, como em qualquer órgão público, pelo menos duas condições: previsão legal (no caso dos servidores) e, evidentemente, previsão orçamentária e financeira. A PGJ está quase beirando o limite máximo da LRF.

A sobra que existia, pela lógica, os procuradores a consumiram com suas próprias indenizações de férias. E agora aprovaram a licença prêmio retroativa a 15 anos podendo ser transformada em dinheiro. Daí ignorarem propositadamente a questão orçamentária, transformando os servidores, é possível deduzir, em pontas de lança.

Não é de hoje que o Ministério Público se movimenta mais política que tecnicamente. Acompanhei de perto a disputa entre MDB e o siqueirismo no parquet. No governo Moisés Avelino, o governador indicou como PGJ a procuradora Dinair Franco.

Apesar do então procurador geral do Estado, Coriolano Santos Marinho, seguir com o termo de posse para a PGJ, os procuradores não deixaram a então procuradora Marilena Mendes de Oliveira entregar o cargo. Um quiproquó no gabinete da Procuradora Geral que presenciei junto com no repórter fotográfico que me acompanhava.

Passaram-se 30 anos e promotores e procuradores continuam os mesmos. E nos mesmos cargos e poder político.

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