Essa operação da Polícia Federal/Ministério Público Federal/Controladoria Geral da União e Superior Tribunal de Justiça no Tribunal de Contas do Estado é emblemática.
Ainda que os investigados consigam comprovar que não praticaram as ilegalidades apontadas, a simples dúvida já é suficiente para contaminar o órgão responsável pela fiscalização da aplicação do dinheiro público do governo, legislativo e prefeituras.
O TCE é uma mãe para conselheiros e servidores. Os primeiros recebem salários de desembargador, tem auxílio moradia e outros babados que recheiam o contracheque. E, agora, quatro órgãos federais colocam a mão no que estimam ser um duto de desvio de recurso público.
No TCE, sabe-se há muito, há conselheiros que não compactuam com determinadas condutas e se indignam contra comportamentos heterodoxos de determinados pares. Pecam por não demonstrá-lo de público, num corporativismo que depõe contra o TCE e suas próprias biografias.
Como é o caso da investigação que apura supostos desvios de R$ 4 milhões num contrato de R$ 25 milhões para uma obra construída por empresa diferente da que ganhou a licitação e depósitos feitos por empreiteiros na conta de conselheiro. Deve ter sua explicação.
Fosse numa prefeitura, entretanto, o prefeito primeiro iria preso. Depois explicaria.


