Sábado, 24 de Out de 2026

Pesquisas induzem eleitor e deveriam ser melhor fiscalizadas pela Justiça Eleitoral. Exemplo: como não poderia existir 2° turno no Estado se 59% ainda não tem candidato conforme o mesmo Ipec/TV Anhanguera?

25/08/2022 778 visualizações

O senador Eduardo Gomes tocou em assunto nevrálgico ontem ao refutar validade de pesquisas de intenção de voto argumentando experiência própria.

Ontem, por exemplo, apontei aqui que levar em consideração a garantia de eleição de Wanderlei Barbosa no primeiro turno seria um chutômetro muito longe das traves, tendo como base os próprios resultados.

A pesquisa Ipec/TV Anhanguera informava isto, mas também detectava que 59% dos eleitores não tinham ainda candidato a governador.

Ou seja, concluir-se pela eliminação de um turno seria, por certo, duvidoso. E, estatisticamente, falho. Ainda que fosse apenas um retrato do momento.

Mas cada estatístico tem o seu método e a pesquisa sua metodologia. O problema é que o eleitor não percebe induções que, não raro, seguem nas próprias premissas da pergunta. E elas influenciam no resultado.

É fato que muitos institutos de pesquisa são acionados só em períodos eleitorais e ganham muito dinheiro com isto. Não só os regionais, mas também nacionais. Os institutos vão a campo e depois comercializam os dados a quem pagar mais.

Conheço por dentro eleições há mais de duas décadas. Tem “estatístico” que enriqueceu no Estado fazendo pesquisa. Se lá em 2000 andava a pé e entregava seus números em cópias xerocopiadas e em preto e branco, hoje tem fazendas de gado e carro importado.

Tudo financiado pelos aconchambramentos de números que não resistiriam a uma avaliação superficial da Justiça Eleitoral. Outros institutos servem-se de laranjas para desvios de recursos partidários.

Um caso recente de pesquisa: o Big Data (MG) andou no início do mês oferecendo pesquisas a veículos de comunicação. Intui-se que também as ateria apresentado a candidatos.

Nela, o ex-técnico Wanderlei Luxemburgo (PSB) – que praticamente nem entrou na política ainda  - tinha mais intenções de votos do que o ex-senador Ataídes de Oliveira, que ocupou o Senado por sete anos, comandou o PSDB no Estado (com prefeitos e vereadores) e já foi candidato ao governo. Uma pesquisa feita por telefone.

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