O governo deve mandar ao Legislativo esta semana a prestação de contas de 2019 e demonstrar aos deputados o que quer para 2020. É uma mensagem protocolar de já início de ano legislativo. No Congresso ocorre nesta segunda mas os deputados estaduais, é possível inferir, estejam na Assembléia só na terça.
Mauro Carlesse deve pontuar o desempenho fiscal e o aumento de receitas. Uma coisa, evidentemente, atrelada à outra. Em 2019, o governo teria cortado despesas e elevado receitas. Conseguiu realizar 90% das receitas prevista. Foram internados nos cofres públicos R$ 9 bilhões e 129 milhões para um orçamento previsto de R$ 10 bilhões e 261 milhões.
Dever propor esperanças. Mas a situação não é boa. O governo deve hoje só de empréstimos internacionais e nacionais o equivalente a R$ 2,5 bilhões que exigem um serviço da dívida de algo em torno de meio bilhão de reais a cada ano. Somando o empréstimo contratado dias atrás aos R$ 753 milhões (dois da Caixa e um do BB) já aprovados pelos deputados, a dívida com bancos subirá para R$ 3,3 bilhões, elevando os gastos com amortização e serviço da dívida para cerca de R$ 670 milhões ao ano. Dinheiro que o governo sequer vê porque é descontado diretamente nos repasses do Fundo de Participação.
Os empréstimos, evidente, farão circular dinheiro no Estado e proporcionarão obras às populações. Mas tem um custo que apropria-se da poupança de gerações futuras do Estado que seguirão, anos a fio, amortizando dívidas que não contraíram para benefícios de que não fizeram uso.


