Os governistas fizeram publicar ontem uma pesquisa (Nexus) que aponta aprovação de 83% ao governador Wanderlei Barbosa.
Como essa mesma Nexus havia encontrado aprovação de 72% ao governador em outubro de 2024 (há um ano e meio) um crescimento de 11 pontos percentuais.
Lá, a pesquisa foi realizada logo após a eleição. O motivo era claro: avaliar as perdas e ganhos municipais.
Wanderlei saiu com 56 prefeitos do seu partido e uma base de prefeitos superior a 100, somado os aliados.
Mas tinha perdido nos principais colégios eleitorais. Mais prefeitos, menos votos próprios.
No intervalo, Wanderlei foi afastado do cargo sob acusações ainda em andamento, ficou fora três meses, esfacelou sua base no Legislativo e desistiu de disputar o Senado.
Wanderlei seria igual pão: quanto mais se bate, mas ele cresceria. Contrariando a lógica da percepção de aprovações/desaprovações em finais de governo.
A pesquisa é divulgada quando Wanderlei enfrenta a possibilidade de uma derrota no Legislativo, com a especulação de que pode ter um veto do Executivo derrubado pelos deputados.
Não me lembro de situação semelhante em governos anteriores.
A divulgação tem cunho eleitoral, óbvio. E demonstrar apoio político do governador que teria a maioria favorável a seu govermo.
E isto fosse suficiente para ter de volta a maioria (quase unanimidade) parlamentar supostamente, na tese, forçada a tal pelo apoio popular ao Chefe do Executivo.
Afinal, como dizia o ex-governador Siqueira Campos: o leão tem que rugir mesmo sem dentes. Faz parte do jogo.
Na semana passada tive acesso a uma pesquisa que de dezembro/2025 até abril/2026, o apoio a Wanderlei teria caído.
Em dezembro, 61% dos eleitores (por esta pesquisa contratada) disseram acompanhar um candidato indicado por Wanderlei. E 30% não.
Na semana passada, pelo mesmo instituto, eram apenas 36% aqueles que seguiriam o governador. E 56% não.
Uma queda de 25 pontos percentuais. São pesquisas em que não se discute critérios, mas os objetivos são, em larga medida, sua régua.
Só a cito para comparação de paradigmas e não mérito.
Há, no entanto, nas respostas do eleitor à Nexus (na pesquisa de ontem) convergências e divergências.
Ainda ontem, o Centro de Liderança Pública divulgou o ranking de competitividade dos Estados de 2025.
Nele, o Tocantins perdeu três posições em 2025, comparado a 2024. Ocupa agora o 18º lugar.
Um dos pontos em que melhorou foi a Educação onde ganhou quatro posições (é o 14º). No que coincide com a percepção do cidadão na Nexus (aprovado por 21%). A maior aprovação.
No setor, Wanderlei já declarou seu candidato a deputado federal: o ex-secretário Fábio Vaz.
A divergência está na infraestrutura em que para 17% está melhor quando no ranking de competitividade, o Tocantins teria caído um ponto percentual, sendo o 24º dentre 27 Estados.
Caiu dois pontos na Solidez Fiscal, teve uma queda de sete pontos percentuais na Sustentabilidade Ambiental, menos um ponto percentual em setores como Capital Humano, Eficiência da Máquina Pública, Potencial de Mercado e Sustentabilidade Social.


