Sábado, 24 de Out de 2026

Passa da hora do governo instalar hospitais de campanha. Estado tem pior índice de isolamento social do país e viu média de mortes aumentar 49% em sete dias!!É uma tragédia o que se assiste!!

luizarmandocosta 27/07/2020 275 visualizações

O Estado é dado nesta segunda (G1.Globo.Com) como uma das unidades federativas que apresentam o maior índice de crescimento de óbitos na Covid. Um avanço de 49% nos últimos sete dias, em relação à média de duas semanas atrás. Só perde neste ranking macabro para MS (84%), AP (62%), RR (69%) e RO (44%). Outros dez Estados registram queda e o restante com crescimento menor que do Tocantins.

Em suma: o Tocantins saiu da posição de menor índice de mortes e casos de há menos de dois meses e passou a integrar a lista (proporcionalmente) dos hospedeiros de maior crescimento de casos e de mortes. Como é possível deduzir, algo não foi feito.

Perfeitamente esperado diante da lógica do governo que, mesmo de boa fé, negligenciou o isolamento social  e as artérias de propagação do vírus: barreiras livres (e secas) com Estados com maiores índices (Goiás, Bahia, Maranhão, Pará e Mato Grosso) e cortado por duas grandes rodovias federais: BR-153 e BR-010, no sentido longitudinal.

O governo mirou-se em cestas básicas, umas poucas UTIs e descansou com as recomendações que fez aos prefeitos, sem coordená-los ou liderá-los em ações estaduais que influenciariam, com efeito, no combate ao virus nos municípios.

Hoje, o Estado mantém a liderança no desrespeito ao isolamento social: apenas 46,2% da população segue as indicações da OMS. De outro modo: comprovação explícita da relação isolamento social/contaminação. Causa e efeito indiscutível. E da omissão inconveniente do poder público, mesmo fundada na boa fé de suas inteções e ações.

O número de casos no Estado indica que já passou da hora do governo instalar os hospitais de campanha. Depois do confisco da prefeitura de Palmas de UTIs particulares na Capital (a exemplo do que já tinha feito o governo) em reação ao crescimento exponencial dos casos, limitar a cestas básicas (que diz ter já ter entregue) não justifica o meio bilhão de reais especialmente transferido aos cofres públicos estaduais para a Covid como também não combate a expansão do vírus.

Em menos de dois meses (de 1º de junho a 26 de julho), o Tocantins viu aparecer mais 17 mil e 422 novos casos (eram 4.345 caso em 1º de junho hoje são 21.767). Uma média de 311 casos a cada 24 horas. Só para se ter uma idéia: de 1º a 26 de junho foram registrados 5.336 novos casos. De 1º a 26 de julho, a Saúde registrou 10 mil e 546 novos casos. Ou seja, num mesmo período, os casos dobraram.

O mesmo aconteceu com os óbitos: de 1º de junho a 26 de julho foram 270 novas mortes. De 1º de junho a 26 de junho foram 110 óbitos já de 1º de julho a 26 de julho outras 142 mortes em um mesmo número de dias.

Resultado: enquanto no país se vê irem a óbito 87 mil pessoas (o segundo pais com mais mortes no planeta) e 2,4 milhão de casos acumulados (1.151 casos/100 mil habitantes),  o Tocantins, com o governo praticamente paralisado em ações reativas, segue com 1.384 casos/100 mil habitantes, o menor índice de isolamento social do país e relativizando casos e mortes pelo vírus.

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