O governador Wanderlei Barbosa esteve na posse do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, esta semana.
O ato valeu menos pelas relações de amizade que indiscutivelmente Wanderlei tem com o ministro Flávio Dino (que deixou o cargo para assumir no STF) do que pela sinalização institucional e política.
Cotejando a presença de Wanderlei no Palácio do Planalto na quinta-feira com a negação ao Democracia Inabalável (8 de janeiro) em que o Governador não foi, não mandou representante nem emitiu declarações, poder-se-ia enxergar a balizar os dois atos uma régua divisora a distinguir política-partidária e ideológica de administração pública.
Wanderlei tem, por sinal, mantido relações próximas dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Mauro Mendes (Mato Grosso). Ambos do União Brasil. Ou seja, Wanderlei mantém o pé no campo da direita.
Caiado é um dos nomes da direita que podem entrar no jogo das eleições presidenciais de 2026. Caiado já disputou a presidência em 1.989 pelo PSD, após ter criado a UDR. E não pode mais ser reeleito
O governador goiano tem grandes probabilidades de disputar a vaga, caso o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, decline da presidência.
O desgaste que as ações contra Jair Bolsonaro tem proporcionado ao PL pode, com efeito, potencializar o UB no protagonismo da direita, com implicações no quadro de lideranças no Estado.
E aí saíria Eduardo Gomes e entraria Dorinha Seabra. Isto se Wanderlei não decidir-se por deixar o Republicanos (com menor representação nacional) e filiar-se ao partido da Senadora.


