Sábado, 24 de Out de 2026

Parlamentares já não disfarçam a desfaçatez: mantém orçamento secreto e criam prazo de validade para transparência pública; Quatro deputados do Estado aprovaram a malandragem!!

30/11/2021 867 visualizações

Dizer o quê? O Congresso (Câmara e Senado) aprovou ontem Projeto de Resolução que não só mantém as emendas do orçamento secreto (R$ 16,8 bilhões para 2022) como o anonimato dos municípios, parlamentares e valores das emendas já liberadas, cujo expediente foi criado em 2019, no governo de Jair Bolsonaro.

Obviamente que não existe meia transparência como não se conhece um meio ladrão. Se já não bastasse a excrescência dos R$ 16,8 bilhões de emendas do relator (quando já existem para emendas individuais impositivas e de bancada outros R$ 16,9 bilhões), deputados e senadores acordaram que a publicidade dos atos públicos só vale daqui para frente, ignorando a Constituição e as decisões do Supremo Tribunal Federal reafirmando-as.

Foram favoráveis a este estrupício malandro (e inconstitucional) quatro deputados federais do Estado: Carlos Gaguim, Tiago Dimas, Osires Damaso e Vicentinho Junior. O petista Célio Moura se colocou em obstrução e não se tem na relação dos votantes os nomes de Dulce Miranda, Dorinha Seabra e Eli Borges que, com suas ausências, são votos contados à aprovação, posto não contrariá-la na omissão.

Na Câmara foram 268 votos a favor do dinheiro escondidinho e 31 votos contrários. Já no Senado, a diferença foi menor demonstrando um maior escrúpulo dos representantes dos Estados e da Federação: 34 pró e 32 contra.

Deputados e senadores já não disfarçam a desfaçatez com que desempenham suas funções em nome da população. Enquanto isto, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil que só tem recursos para garantir a sobrevivência dos sem-nada até dezembro de 2022. Isto se for aprovado ainda este ano.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano