O projeto de duplicação da ponte do Lago de Palmas é relevante. Se Wanderlei Barbosa conseguir viabilizá-lo, terá prazo para entregar no seu governo.
Só a possibilidade já dá à população esperança de dias melhores, grandes obras como as tocadas por Siqueira Campos consideradas impossíveis como a própria cidade, o lago e a ponte.
Ou seja, há movimentos no governo para além de platitudes e metáforas casuísticas e populistas de governos antecedentes.
O vício também se repete. Siqueira dizia que o Estado era da livre iniciativa e da justiça social. Uma espécie de parceria capital e trabalho.
O entorno de Wanderlei Barbosa espalha que a nova ponte em Palmas seria uma parceria do governo com o Banco Regional de Brasília. Seguindo a ponte de Porto.
É uma parceria em que o privado não tem nada do que reclamar do público. Ganha uma grana (taxa de juros) por um dinheiro emprestado e, de quebra, tem acesso a carteira de servidores (consignados).
E ainda pode, hipoteticamente, ganhar a carteira de salários dos funcionários (R$ 8 bilhões anuais). Um mercado consumidor de linhas bancárias e tanto.
O governo recebe o que contratou, o BRB empresta a grana por dez anos, recebe de volta com as correções de mercado, e abre a porta do céu.
A não ser que não sejam essas as regras acertadas de comum acordo, uma parceria de ganha-ganha do BRB.
O governo? Ele recebe o que contratou e pronto e o devolve. Haveria outras opções? Obviamente que sim, considerando o desempenho fiscal do Executivo estadual.
O BRB conseguiu essa porta livre porque o ex-governador Mauro Carlesse não conseguiu a aprovação da Secretaria do Tesouro Nacional (e da Fazenda) para financiamento da ponte de Porto em banco público. O governo não tinha capacidade de pagamento.
Hoje com capacidade de pagamento plena (B) pode tomar emprestado com avais da União em qualquer outro banco: Banco do Brasil, Caixa, BID, como tem feito.
Mas parece ter como escolhido o BRB para novo empréstimo, que os aliados dão o codinome de parceria. Intuo que por economia de processos na tramitação.
O BRB que em cinco anos já abriu três agências só em Palmas.


