O presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, saíram de encontro na quinta dando mostras de pacificação na relação entre os poderes.
Na prática, entretanto, o registro é só mais um armistício de ambos para andamento da pauta da eleição no Congresso e matérias de interesse das partes em tramitação no Legislativo.
A maior potência do “cabo de guerra”, indiscutivelmente, pende para o lado do Centrão, do qual o presidente da Câmara, Arthur Lira, é um dos líderes.
O bloco, formado atualmente pelos partidos PRD, Republicanos, PL, PP e PSD, soma 245 dos 513 deputados e 37 dos 81 senadores. Sem eles, é difícil formar maioria para qualquer votação.
No Estado do Tocantins, o bloco tem 100% dos oito deputados federais e três senadores. São três deputados federais do Republicanos, dois do PL, dois PP e um do UB. No Senado, é um do PL, um do UB e outro do PSD.
Ex-lider do governo Jair Bolsonaro no Congresso, o senador Eduardo Gomes expressou a blog na noite de ontem que a reaproximação entre o Centrão e Lula é sazonal.
“Essa reaproximação é sazonal não se pode apostar que estará da mesma forma em dezembro. Uma coisa é certa tanto a câmara como o senado continuarão dirigidos pelo Centrão”, apontou o senador do PL.
Para atrair o Centrão em 2023, o governo petista desembolsou R$ 31,7 bilhões em emendas antes de votações importantes. Às vésperas da sabatina de Flávio Dino para a vaga de ministro do STF, por exemplo, o Executivo liberou R$ 9,9 bilhões.


