A escolha de uma pousada paradisíaca do Jalapão para uma “imersão” de servidores da Educação no feriadão de carnaval, a denúncia do fato e a reação do governo são emblemáticas.
A escolha (lugar, diárias, hospedagem) segue o “liberou geral” nas secretarias.
E assemelha-se à porteira aberta de veículos e combustíveis à disposição de servidores "escolhidos" até nos finais de semana. Sem qualquer controle.
A denúncia – que deveria partir de deputados ou Ministério Público – partiu de servidores da própria Educação (uma professora). Um dos piores salários da administração.
E tem razões não só para o incômodo sobre dia e local. Mas também técnica.
O curso é sobre formação continuada mas os alunos seriam diretores e superintendentes que não estão em sala de aula.
Já a reação do governo, ao invés de repelir, chancela o modo.
Em nota, a Secretaria de Educação informa que mudou do Jalapão para Palmas em função de logística e o formato foi adaptado.
Uma providência arranjada após os convites (memorando) para a “imersão” na Pousada Aguas do Jalapão, que na sua propaganda é tratada como um oásis.
Então fica assim: a Educação reservou uma pousada no carnaval, convocou diretores e superintendentes para uma imersão e, processo disparado, decidiu ver a logística do “troço”.
Como se o problema estivesse na tal “logística”.
Se o Governador não der um cangapé na corrente que está se formando, terá dificuldades para chegar a 2026.
Passa da hora do Executivo criar a Secretaria do Vai dar Merda.


