Essa é a cara do próximo governo Jair Bolsonaro com sua maioria no Congresso Nacional.
A maioria dos deputados federais rejeitou ontem inversão de pauta para priorizar a votação do projeto de lei que torna crime hediondo a pedofilia.
De outro modo: abusos de “tiozões” do “pintou um clima” com menores de 14 anos, às vezes menores de 10 anos, tem menos prioridade do que censurar pesquisas eleitorais ou estuprar a Constituição e Lei Eleitoral de olho nas verbas públicas.
Do Tocantins, apenas Osires Damaso votou favorável à inversão de pauta. Teriam sido contra Vicentinho Jr., Carlos Gaguim, Lázaro Botelho e Thiago Dimas. Todos da base bolsonarista.
Ignorância e fisiologismos organizados estão transformando o país sem rumo. Pior: em direção à loucura. Destes deputados tocantinenses aí contra a urgência em combater a pedofilia, três foram reeleitos.
E os que não votaram contribuíram com a omissão para a rejeição.
A votação de rejeição implica também no raciocínio de que a bancada evangélica (que segue Jair Bolsonaro), com seus 91 deputados (atual legislatura, serão 75 na próxima), apesar do discurso moralista, pisca os olhos para o “maledito” no incentivo à pedofilia que o atraso sugere.


