Enquanto o senador Irajá Abreu disseminava que as pesquisas (regionais) o indicavam no segundo turno, as pesquisas IPEC e Datafolha de ontem (como informa o UOL deste domingo) listavam o governador Wanderlei Barbosa entre nove governadores do país que ganhariam as eleições no primeiro turno.
Significa que o eleitor não está indo no lero dos adversários do Palácio que não conseguiram estabelecer um contraponto racional a Wanderlei Barbosa, cuja administração tem equívocos de montão e falta de projetos. Mas seus adversários optaram, no núcleo do antagonismo, a apontar coisas desconexas que tem levado (pelas pesquisas) o eleitor a escolher o mais previsível à imprevisibilidade dos seus adversários.
Não sem motivos razoáveis. Como apontei aqui ontem, Wanderlei fechou o segundo quadrimestre consumindo apenas 42.05% da RCL com salários (o máximo permitido é 49%), reduziu a dívida consolidada (DC) de dezembro/21 a agosto, por exemplo, em R$ 539 milhões, aumentou a receita líquida (mesmo período) em R$ 1,379 bilhões, reduziu a dívida consolidada líquida (DCL) em R$ 1,467 bilhões e os passivos (fornecedores, prestadores de serviço, servidores) em R$ 820 milhões só de maio a agosto.
Por outro lado, elevou as disponibilidades de caixa (poupança) de R$ 2,683 bilhões (dezembro/21) para os atuais R$ 3,676 bilhões. Gastou na saúde R$ 299 milhões a mais que os 12% determinados pela Constituição e aplicou 22,45% na educação (abaixo dos 25% legais). Aqui, uma situação que os governos ajustam sempre no final do exercício, como é permitido pela legislação.


