Enquanto o ex-deputado Paulo Mourão, do Partido dos Trabalhadores, buscava há uma semana (no debate na TV) declaração do governador Wanderlei Barbosa como candidato de Jair Bolsonaro, Ronaldo Dimas deitava-se no berço esplêndido do “imbrochável”.
Jair Bolsonaro é dado como certo nesta sexta no Bico do Papagaio com Ronaldo Dimas a tira-colo. Jair, por lógico, quer exibir a pobreza do Bico como referencial para alguma peça de campanha eleitoral.
Deputados federais, estaduais e senadores do Estado (e dos vizinhos Maranhão, Pará e Piauí) que podem formar o cordão do boitatá não enxergarão no Bico o espelho de suas malversações, desonestidade e incompetência. Ainda que o Bico seja só nosso. Assim como a pobreza e isolamento da região.
Não compreendem, mas a pobreza que Jair irá documentar, ao invés de certificar suas virtudes, vai expor seus vícios. Mas isto é para quem tem raciocínio lógico, o que não é o caso de grande parcela dos seguidores parlamentares do Jair que querem mais é se esbaldar, como Chico Canavieira, da fictícia Chico City,
Obviamente, é possível deduzir, que Paulo Mourão tentava, lá no debate na TV Record, mais que retirar Dimas do colo de Bolsonaro onde já estava publicamente como afirmado na convenção do PL na Capital e ninguém trai com tão pouco tempo de matrimônio!! Ou o seria o imbrochável, brochável, para erro de pessoa?.
Mourão tentou colocar, na verdade, na alcova do “imbrochável” Jair o governador Wanderlei. Um trisal!! O governador deve ter olhado para o bronco “imbrochável”, mas que teria brochado com ele na convenção do PL, como uma gazela suspira um suave “cai fora”. E se você brochar, como eu fico?!!! Colocando-se à disposição de supostas vítimas de eventuais brochadas do imbrochavel.
E aqui convenhamos: o PT fez, na verdade, no debate na Record foi unir os bolsonaristas imbrocháveis “autênticos” em torno de apenas um “imbrochável” e que ali já estavam há um mês (convenção do PL em 5 de agosto e debate dia 2 de setembro).
Uma conta de menos. A pesquisa IPEC/Globo, feita quase 20 dias após o partido de Bolsonaro (PL) decidir por seu candidato no Estado (e uma semana antes do debate) detectava que os “imbrocháveis” (de Dimas e Bolsonaro) situavam-se na faixa dos 17%.
Wanderlei que deixara de piscar para o “imbrochável”, intui-se, desde a convenção quando o filho de Bolsonaro alinhou o beliche para o pai, assim, ficara sozinho com os seus 40% da mesma IPEC. De outro modo, se os “imbrocháveis” fossem associados, como alinhava o petista, teriam chances de ganhar no primeiro turno do candidato do PT.
Daí, racionalmente ter sido a melhor opção a Wanderlei (e para o PT por consequência, contrário senso da aposta petista no debate) não ser carimbado como candidato “imbrochável” que já não era pela própria convenção do PL. E aí no perde e ganha, lucraram Wanderlei e o PT.
O PT porque pode continuar alimentando a possibilidade do segundo turno e suas probabilidades. E Wanderlei porque deixou parcela dos “imbrocháveis” por conveniência (aqueles que brocham só de vez em quando) livres para seguirem com aquele que melhor lhes parece representar. Seja na hora da brochada ou quando não brocham.


