De janeiro a junho de 2020, a economia do Estado movimentou o equivalente a R$ 80 bilhões e 329 milhões. O valor representa em seis meses mais que o dobro do PIB estimado estadual (todas as riquezas produzidas) para o ano (R$ 39,060 bilhões/LDO/2020).
A constatação é dos números das notas fiscais emitidas no Estado nos seis primeiros meses do ano (notas fiscais ao consumidor/nota fiscal eletrônica/entradas e saídas) e que proporcionam os indicadores da economia regional no período. Como óbvio, as notas não significam recolhimento. E sim os negócios que geram crédito ao tesouro estadual.
Os dados da Secretaria da Fazenda (a que este blog teve acesso ontem com exclusividade) apontam, com pouca margem de erro, que o PIB estadual, tudo indica, pode não sofrer a queda crescimento negativo de -6,10% (Boletim Focus/Banco Central/14/07/2020) da previsão do mercado apesar da crise da pandemia. O governo do Tocantins (LDO/2020) previa para este ano um crescimento positivo de 2% do Produto Interno Bruto.
As notas fiscais emitidas (valores/documentos) indicam que a economia começou a reaquecer nos meses de maio e junho, superando as perdas de abril. De janeiro a junho as notas fiscais eletrônicas registraram valores da ordem de R$ 74 bilhões e 622 milhões. Em junho, foi registrado crescimento positivo tanto no número de notas emitidas como nos valores que representam.
Se no mês de maio, os valores envolvidos na emissão de notas fiscais eletrônicas (R$ 10,587 bilhões) em junho eles elevaram-se a R$ 11,730 bilhões. Um crescimento de 10,30% no período. As notas fiscais eletrônicas já haviam indicado perdas em maio (18,51%) em relação a abril: R$ 10,587 bilhões contra R$ 12,922 bilhões. E perdas de 29,88% de março a abril (R$ 18,529 bilhões/março contra R$ R$ 12,922 bilhões de abril.
O mesmo crescimento verificou-se nas notas fiscais ao consumidor que, de janeiro a junho movimentaram o equivalente a R$ 5 bilhões e 707 milhões. Ali, as notas fiscais emitidas em junho somaram R$ 1 bilhão e 10 milhões contra um total de R$ 897,729 milhões de maio. Uma elevação na movimentação de 12,53%.
As notas fiscais eletrônicas ao consumidor apresentaram, em valores, um crescimento de 12,53% em junho mas havia caído em fevereiro, março e abril (-121%/-017%/-12,28%). Começou a recuperar em maio (4,86 positivos) e finalmente junho com 12,53% sobre maio. Elas movimentaram R$ 989,618 milhões (janeiro), R$ 977,744 milhões (fevereiro), R$ 975,981 milhões (março), R$ 856,150 milhões (abril), R$ 897,729 (maio) e R$1,01 bilhão (junho).


