Os setores da Segurança Pública tem se esforçado para conter o índice de violência na Capital e no Estado.
Não é, que se note, um problema só tocantinense. De igual forma não residiria apenas na repressão e prevenção a chave para conter e inverter o fluxo.
Até porque os recursos humanos e materiais são mínimos. No Estado, a segurança pública conta com apenas 6 mil e 286 policiais (Civis, Militares, Bombeiros e Penais). Um policial para cada grupo de 250 pessoas.
Se consideramos apenas aqueles profissionais que estão nas ruas na repressão e prevenção (PMs e PCs) essa relação aumenta: um policial para cada grupo de 344 pessoas.
Para se ter uma idéia, o DF é um policial para 194 pessoas, no Amapá um para cada 199, no Acre uma para cada grupo de 286 pessoas, Roraima (292), Rondônia (332) e Rio de Janeiro (355).
Dependeriam, as estatísticas, em larga medida, de política e vontade pragmática para colocá-la em prática. Uma das soluções estaria em combater o desemprego e melhorar a distribuição de renda.
A espantosa concentração de renda e a derrama de recursos em setores diversos, sem o correspondente retorno público social e econômico, contribuem para empurrar os índices da violência, estabelecendo uma pré-configuração de uma relação de causa e consequência imponderávels em curtíssimo prazo..
Os 86 homicídios na Capital em 171 dias de 2023 (contabilizados pelo Jornal do Tocantins nesta terça) – um homicídio a cada dois dias – não é dado desprezível.
A Capital teria registrado em cinco meses e meio 42,5% dos 202 homicídios no Estado em igual período. Quando tem apenas 19% dos moradores do Tocantins.
O problema, no entanto, é estadual. Em 2021 a taxa de homicídios no Tocantins era de 24,3 assassinatos por 100 mil habitantes (foram 422 homicídios/27,98% das mortes causas externas).
Em 2022, esse índice subiu para 26,8/100 mil (430 homicídios/28,67% das mortes por causas externas). E agora, de janeiro a junho já foram assassinadas 202 pessoas. Um número que equivale a 33,61% das mortes por causas externas.
Ainda assim, as ações políticas e o debate da sociedade sobre o tema não saem de declarações esporádicas e manifestações de preocupação. E que ao final se resumem nas ações corajosas dos policiais nas ruas na repressão, mesmo sabendo que grande parte da violência está na falta de renda.


