Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Palmas: um homicídio a cada dois dias este ano. Taxa de assassinatos aumentou no Estado de 2021 a 2023 para desproporcional nº de policiais na prevenção e repressão ao crime e espantosa má distribuição de renda

20/06/2023 800 visualizações

Os setores da Segurança Pública tem se esforçado para conter o índice de violência na Capital e no Estado.

Não é, que se note, um problema só tocantinense. De igual forma não residiria apenas na repressão e prevenção a chave para conter e inverter o fluxo.

Até porque os recursos humanos e materiais são mínimos. No Estado, a segurança pública conta com apenas 6 mil e 286 policiais (Civis, Militares, Bombeiros e Penais). Um policial para cada grupo de 250 pessoas.

Se consideramos apenas aqueles profissionais que estão nas ruas na repressão e prevenção (PMs e PCs) essa relação aumenta: um policial para cada grupo de 344 pessoas.

Para se ter uma idéia, o DF é um policial para 194 pessoas, no Amapá um para cada 199, no Acre uma para cada grupo de 286 pessoas, Roraima (292), Rondônia (332) e Rio de Janeiro (355).

Dependeriam, as estatísticas, em larga medida, de política e vontade pragmática para colocá-la em prática. Uma das soluções estaria em combater o desemprego e melhorar a distribuição de renda.

A espantosa concentração de renda e a derrama de recursos em setores diversos, sem o correspondente retorno público social e econômico, contribuem para empurrar os índices da violência, estabelecendo uma pré-configuração de uma relação de causa e consequência imponderávels em curtíssimo prazo..

Os 86 homicídios na Capital em 171 dias de 2023 (contabilizados pelo Jornal do Tocantins nesta terça) – um homicídio a cada dois dias – não é dado desprezível.

A Capital teria registrado em cinco meses e meio 42,5% dos 202 homicídios no Estado em igual período. Quando tem apenas 19% dos moradores do Tocantins.

O problema, no entanto, é estadual. Em 2021 a taxa de homicídios no Tocantins era de 24,3 assassinatos por 100 mil habitantes (foram 422 homicídios/27,98% das mortes causas externas).

Em 2022, esse índice subiu para 26,8/100 mil (430 homicídios/28,67% das mortes por causas externas). E agora, de janeiro a junho já foram assassinadas 202 pessoas. Um número que equivale a 33,61% das mortes por causas externas.

Ainda assim, as ações políticas e o debate da sociedade sobre o tema não saem de declarações esporádicas e manifestações de preocupação. E que ao final se resumem nas ações corajosas dos policiais nas ruas na repressão, mesmo sabendo que grande parte da violência está na falta de renda.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano