Há uma confusão na praça (especialmente nos veículos de comunicação) que não a brecam, antes a estendem à parte da população, que se mostra pertinente mais pela deficiência de comunicação que talvez por propósito. Diz respeito ao valor reservado para os benefícios e o número de pessoas selecionadas.
A Prefeitura anunciou R$ 10 milhões. E aí a conclusão óbvia superficial é que esse valor fosse mensal. Neste aspecto, seriam beneficiadas 50 mil pessoas/mês (R$ 10 milhões/R$ 200,00) Em cinco meses, por exemplo, a prefeitura aplicaria R$ 50 milhões!!
Uma ilusão. A prefeitura de Palmas fechou 2020 com R$ 58 milhões a mais que a previsão orçamentária, mas tem os restos a pagar e despesas de exercícios anteriores. E as despesas com saúde aumentaram com a pandemia.
Os R$ 10 milhões destinados a 9 mil e 819 beneficiários selecionados serão, pela lógica, distribuídos em cinco meses. Com uma média mensal de R$ 1,963 milhões.
A não ser que a prefeitura decida-se por ampliar o cadastro, rever critérios e aumente o número de beneficiados. Ou consiga mexer no orçamento, comprometendo a situação fiscal.
Ou eleve impostos que, naturalmente, só seriam arrecadados no próximo ano, pelo princípio da anualidade tributária. E a Lei Orçamentária não pode ser modificada. Pode-se, claro, movimentar receitas (a prefeita pode alterar até 30%), mas abrirá um buraco do outro lado.
De qualquer forma investir no benefício R$10 milhões (R$ 1,9 milhões por por mês) na Capital é valor maior que os R$ R$ 882.912,00 transferidos pelo Bolsa Família (governo fedeal) para Palmas em maio último e 20% dos R$ 10.263.708,00 que o governo federal pagou do BF em todo o Estado em maio de 2021.


