Palmas completa 32 anos com sua administração sintonizada com o governo do Estado mas competências resolvidas. Não há sobreposição ou superposiçãode autoridades muito embora o princípio político que converge os dois grupos tenha a mesma gênese: o siqueirismo.
Outro fator os torna assemelhados: a independência e administração sequencial do distanciamento do mesmo siqueirismo que os gerou, transformando a relação pragmática histórica em mero instrumento eleitoral e não mais um imperativo categórico moral e político.
Com efeito, o centralismo “democrático” de Siqueira não proporcionou além do próprio filho outras lideranças que perpetuassem o siqueirismo. Em três décadas tudo indica a opção ter resultado deserta e malograda. Acaso, destino ou causalidade, o siqueirismo aproxima-se, assim, no seu final, do getulismo que imaginou recriar no Estado.
A relação de hoje entre Cínthia Ribeiro e Mauro Carlesse difere, portanto, daquela entre Siqueira Campos e Fenelon Barbosa (primeiro prefeito da cidade). Se lá, com autorização dos deputados, os recursos da Capital eram na prática um orçamento paralelo do Palácio Araguaia a partir de um convênio abusadamente inconstitucional, 32 anos após, cada um administra suas finanças, contabilizando ônus e bônus de suas ações na Capital.
Ainda que agora, o armistício os faça parceiros nas finalidades não só administrativas, tem-se, em tese, uma relação mais direta e democrática com a vontade dos representados. Se isto irá seguir, não se pode afirmar, tampouco que eleitoralmente possam formar um só palanque no próximo ano. Mas a população pode projetar melhorias com o número de obras que tanto governo como prefeitura anunciam na Capital este ano por ocasião do aniversário da cidade..
E nem se pode sequer dizer que representem obras eleitorais já que nem mesmo as regras das eleições de 2022 foram definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Um avanço institucional e democrático.


