O Palácio tem mais uma semana para publicar o relatório resumido execução orçamentária (RREO) do terceiro bimestre de 2019. Uma prévia do resultado do segundo quadrimestre (janeiro a agosto) que é obrigado a publicar até 30 de setembro.]
Os números sugerem que a situação do governo em junho deve apresentar-se pior que de abril (primeiro quadrimestre). De janeiro a junho, o governo havia gasto (empenhado) cerca de R$ 4 bilhões e 432 milhões para receitas de R$ 4,3 bilhões. Destas despesas, R$ 2 bilhões e 970 milhões com salários de servidores.Investimentos, apenas R$ 117 milhões.
Se considerarmos julho, pode-se projetar agosto. Até julho as receitas foram de R$ 4,799 bilhões (R$ 428 milhões no mês). As despesas de janeiro a julho contabilizadas até esta segunda (e aí o problema) o governo informa no seu portal das transparências que teria empenhado apenas R$ 3 bilhões e 242 milhões.
Ou seja: até junho ele contabiliza empenhos de R$ 4,4 bilhões e, um mês depois, pelo portal, nesta segunda, já havia empenhado R$ 4 bilhões e 849 milhões. Uma diferença de meio bilhão de reais de um mês ao outro.
Isto sem contabilizar os R$ 2,3 bilhões de despesas feitas e não empenhadas, encontradas pelo Tribunal de Contas no balanço do segundo quadrimestre.
O governo pode ajustar as contas, evidentemente, mas essa bagunça na execução orçamentária, além da inconsistência (e irregularidade) não favorece ajustes nem a qualidade dos gastos.


