O Estado entra hoje no seu segundo mês sob estado de calamidade (Decreto 6072/21 de março de 2020). Já são 36 casos confirmados da Covid-19 (25 em Palmas) e dois óbitos. O governo viu cair sua arrecadação e aumentar a demanda de serviços de saúde pública.
Apesar dos aliados do governo federal no Estado amplificarem ajuda da União (ainda que estejam refratários ao projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na semana passada), o Ministério da Economia só repassou ao Palácio Araguaia até agora o equivalente a R$ 13,6 milhões de ajuda financeira para a Covid-19.
É o valor depositado na conta do tesouro estadual no Banco do Brasil entre 10 de março e esta quarta-feira como Ajuda Financeira aos Estados para atender 139 municípios e uma população de 1,5 milhão de pessoas. Isto dá a migalha de R$ 8 para cada um dos moradores do Estado.
Para UTIs, respiradores, leitos normais para pacientes menos graves, medicamentos, ajuda financeira aos que ficaram desempregados e sem suas fontes de renda, merenda para crianças de baixíssima renda nas escolas com aulas suspensas,medidas de prevenção e que tais nas 139 cidades.
Somando toda a distribuição de arrecadação federal, o Palácio Araguaia recebeu no período o valor de R$ 616 milhões e 147 mil. Montante já previsto na lei orçamentária e, portanto, com destinação programada a outras finalidades contra a imprevisão do Corona vírus.
O governo anunciou na segunda a construção de hospitais de campanha em Palmas, Araguaína e Gurupi. Terá, pelos recursos disponíveis, dificuldades, não obtendo o apoio da bancada federal no Congresso e das próprias prefeituras.
É situação que exigiria prudência e convergências. E não janela para divergências que evidenciam transformar cadáveres em pontas de lança de palanques eleitorais medievais.


