O governo tem até a próxima quinta-feira para publicar o balanço do exercício de 2019. É a partir dele que a Secretaria do Tesouro Nacional emite as notas – o rating - que definem a capacidade de pagamento dos Estados e municípios.
Pelos números disponíveis, a situação fiscal do governo estaria melhor do que a registrada no balanço de 2018. O governo teria elevado as receitas correntes em torno de 12,7% e as despesas totais em apenas 2,4%. As despesas com pessoal teriam aumentado 4,9%. Um nítido superávit que influenciará no aumento da poupança e a capacidade de pagamento.
O problema do governo é o passivo bilionário que tem com fornecedores, prestadores de serviço e servidores públicos. É uma conta que pode inviabilizar o Estado a curto prazo se o Palácio não encontrar saídas para a sua quitação.
A impressão política que se tem é que o atual governo tenta salvar a sua pele deixando os passivos de lado. Se isto implica compromisso do governo com sua gestão, sugere descompromisso com o Estado que continua. Diferente de grupos políticos e gestões.
De 2017 a 2019 (com dados de 2018) o governo do Tocantins encontrava-se na letra C (Índice de Liquidez (IL) Obrigações Financeiras/Disponibilidade de Caixa Indicador de 539,40%), letra B (Poupança Corrente (PC) Média Ponderada da Despesa Corrente/Receita Corrente Ajustada Indicador de 94,56%) e B (Endividamento (DC) Dívida Consolidada/Receita Corrente Líquida Indicador de 46,35%).
Isto aí fazia com que o Estado não pudesse contrair empréstimos. Colocava-lo na Nota Final Capag na letra C.


