Se aumenta poder político do governador, não é mais adequado à administração transmitir a idéia de negociação política de cargos de secretário.
Nas secretarias, obviamente, a insegurança sobre o titular gera entraves burocráticos. E janela para terrorismo com contratados.
Ontem o Palácio renomeou o Casa Civil, Fazenda, Planejamento, Controladoria e Parcerias.
Uma ordem de prioridades discutível, dado colocar a Segurança Pública e a Saúde, por exemplo, em compasso de espera. E o que dizer da Polícia Militar e Educação, a menos de mês do calendário escolar.
Como não há indicativo, prospera, assim, o raciocínio de que o Governo estivesse fazendo barganha com cargos tendo em vista a eleição da mesa diretora da Câmara de Palmas e o retorno dos parlamentares daqui a um mês.
Em condições normais, uma reforma de secretariado seria pensada antes do novo ano.
E não depois. Justamente para que a administração não sofra solução de continuidade.
Ainda que o Governador tenha a competência política e administrativa para trocar e nomear secretário na hora que achar necessário.


