Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Palácio pode fechar amanhã instalação do BRB. Maior carteira do banco é de consignados onde funcionários e governo já não se entendem por prestações não repassadas!!

luizarmandocosta 16/02/2020 550 visualizações

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anuncia o Palácio Araguaia, é esperado nesta segunda em Palmas. Vem acompanhado da diretoria do BRB, banco cujo maior acionista é o Governo do DF. A justificativa é a discussão da instalação do BRB no Estado.

Os governadores, entretanto, darão, como é lógico, apenas aval público às negociações dos técnicos que certamente já se realizaram. E negociação de banqueiro com funcionário público tem lá as suas distorções. No frigir dos ovos, a conta é pública e o lucro privado.

O governo explica que será mais uma opção no financiamento de máquinas agrícolas, de casa própria e consignados a servidores. Uma explicação prosaica e que, até certo modo, palatável comparada à boa fé demonstrada de abrir o leque de produtos bancários no Estado, favorecendo a livre concorrência.

Evidente que discussões para instalação de banco num Estado só se justificariam se, regra geral: 1) o Estado não tivesse outros bancos oficiais, BB e Caixa; 2) O governo não estivesse satisfeito com o atendimento do BB e Caixa; 3) o governo quisesse diversificar nas aplicações que tem no BB e Caixa (inclusive do Igeprev) e a parceria nos consignados e folha de pagamento e 4) estivesse interessado em disponibilizar aos 50 mil servidores (efetivos, comissionados e contratados) opções diversificadas de taxa de juros bancários. E ainda tem o Banco da Amazônia.

No círculo palaciano, secretários próximos a Mauro Carlesse, não raro atribuem à Caixa, por exemplo, a responsabilidade pelo atraso na liberação de empréstimos autorizados pelo Legislativo como esses dois de R$ 583 milhões emperrados. Ou na liberação de recursos de convênios e de emendas parlamentares para obras que tem contrapartida do Executivo. A burocracia da Caixa estaria atrasando as obras.

Os quatro maiores do Brasil registraram um lucro líquido!! de R$ 81 bilhões em 2019 (Itaú, Bradesco, BB e Santander). O BRB teve um lucro líquido de R$ 282,8 milhões no período. Um crescimento de 129% em relação a 2018. Sua carteira de crédito alcançou a espantosos R$ 10 bilhões. Destes, R$ 5,6 bilhões de crédito consignado!!!

Por estes números, tem-se a agressividade do BRB no mercado. Não há bondade na estratégia. O filão dos consignados, entretanto, pode não se dar. Isto porque os governos (não só este) tem recorrentemente se apropriado das prestações dos consignados descontadas nos salários não as repassando aos bancos que, para não ficarem no prejuízo, não negativam o governo, e sim os servidores, o tomador do empréstimo.

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