É cada dia mais nítida a movimentação do governo de acoplar o MDB à base de Wanderlei Barbosa. A menção de Derval de Paiva (da velha guarda emedebista) no discurso de posse do Chefe do Executivo estadual no dia 1º de janeiro não teria sido obra de mero acaso. No Legislativo, aliás, o MDB já é governo.
Discute-se, agora, nos bastidores (em Palmas e Brasília) a filiação do deputado federal eleito Alexandre Guimarães, do Republicanos de Wanderlei Barbosa, ao partido de Marcelo Miranda. Obviamente que depois da posse na Câmara dos Deputados.
Eleito com 54 mil votos, Guimarães teria condições eleitorais de comandar o MDB no Estado, maior representação que os deputados eleitos e diante da redução do poder político de Marcelo em decorrência dos seus minguados votos e da não reeleição de Dulce Miranda para a Câmara dos Deputados.
Guimarães não teria problemas para a mudança (o mandato ainda é do partido), dado que Wanderlei Barbosa é o presidente do Republicanos e poderia ser-lhe conveniente, do ponto de vista político, colocar outro pé dentro do MDB, agora em Brasília, mais próximo de negociações com o governo federal.
E, quem sabe, uma janela para mudança partidária do Chefe do Executivo estadual. Como é público, Wanderlei derrotou no Estado o candidato de Jair Bolsonaro, Ronaldo Dimas (PL). Partido que o ex-presidente fará uso na sua oposição a Lula.
Ou seja, Wanderlei, conhecido por ser articulador político experiente, tenderia a se afastar do Republicanos por questão de mera sobrevivência política e de seu governo, levando consigo seus deputados tributários que ontem estavam a paparicar os ministros de Lula.


