Sábado, 24 de Out de 2026

Palácio modifica agenda: ao invés de assinatura de contrato, fará hoje balanço dos oito meses!! Decidiu não enfrentar a lei eleitoral e LRF!!

01/07/2022 481 visualizações

O    governador Wanderlei Barbosa faz coletiva de imprensa na ATM nesta sexta. A divulgação da reunião com profissionais de imprensa é datada de 21 de junho e o Palácio a justificou ontem como oportunidade para balanço dos oito meses de governo.

Na última quarta, o governo informou que o evento desta sexta na ATM seria para a assinatura do contrato de R$ 230 milhões com o BB, que já havia sido publicado na mesma quarta-feira.

Conclusão possível: pode ter sido apenas um erro de grafia (juridicamente imperdoável) mas aponta que o governo já pensava no balanço há dez dias e decidiu na quarta aproveitar a agenda desta sexta (balanço) para capitalizar o fato novo inesperado: a certificação da Capag buscada há vários governos, elevada, pelo que representa, à condição de premissa maior do encontro.

Mas pode ter reavaliado, depois de quarta, não enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral, posto que operações de crédito equiparam-se a transferências voluntárias proibidas nos três meses que antecedem as eleições.

Um risco desnecessário que contaminaria o ativo político até porque o contrato já havia sido assinado no prazo permitido. Ou seja, na quarta a Seplan atropelou uma análise mais adequada do processo eleitoral.

Tanto é que a Secretaria de Planejamento informava ainda na quarta,  paradoxalmente, que parte dos recursos (R$ 100 milhões) seriam repassados nesta sexta (dia da assinatura anunciada na ATM) e o restante após as eleições, escudando-se na lei eleitoral.

Muito embora o dia 1º já adentre os 90 dias, o contrato fora assinado dois dias antes já que não se imagina tivesse sido publicado sem assinatura.

No balanço que fará, pode-se se inferir antecipadamente, com pouca margem de equívoco, pela execução  orçamentária e movimentos políticos, que  Wanderlei fez uso, no período à frente do governo, de um misto de populismo com servidores públicos e empresários (aumentou isenções fiscais), garantiu a segurança jurídica em circunstâncias graves por que passou o Estado e manteve, mesmo com custos institucionais e financeiros altíssimos, uma maioria legislativa.

E, apesar dos excessos circunstanciais, melhorou o desempenho fiscal ajudado, em larga medida, pela crescente arrecadação de impostos e consequentes transferências de recursos federais. Valores que tiveram desempenho superior às despesas no período.

Se conseguir demonstrar o fato à população, não vai ser fácil derrotá-lo no seu projeto de reeleição.

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